Talvez a vida é o que realmente importa, mas também a vida vivida de qualquer maneira não vale muito a pena, pois não faz sentido algum, ou quase nenhum.
O que importa realmente, então ? É a história de cada um, é seu histórico de vida, o que você fez que causou um impacto positivo na vida de outros e na sua também, é claro. Não vou dizer que o que importa é fazer o que é correto, porque isso é muitas vezes relativo, pois o que é certo para você pode não ser certo para outros. Agora fazer aquilo que der na telha sim, isso é legal, desde que não transgrida os princípios absolutos da vida. Isto de fato é de grande valia e verdadeiramente importa, por que amanhã ou depois todos nós teremos uma história, algo que nem o tempo apagará provavelmente, aquilo que o sujeito poderá contar aos seus filhos, netos, bisnetos, a todos de modo geral, aquilo demonstrou seu caráter ao longo de toda a sua permanência nesta terra.
Se apegar às coisas materiais, nada disso vale a pena, pois elas passarão, é tudo corruptível, nada permanece, é uma efemeridade tremenda, sem precedentes, o que importa é o que é permanente, a sua história por exemplo, ela sim pode perdurar ao longo das décadas; ficará na mente das pessoas, gravada, para a sua alegria ou tristeza. O que importa para um, pode não ser de grande valia para o outro. Não ficar olhando para o que as demais pessoas fazem, tentando copiar o exemplo delas, chegando ao ponto de ser um sujeito quase que sem personalidade é algo primordial para quem se preocupa com o que importa realmente. Por outro lado fazer o que der na mente sem levar em consideração aquela atitude de hombridade e caráter que o ser humano deve ter, não é nada bom. Parece que a idéia é ficar na mente das pessoas como alguém que cumpriu o propósito de sua geração aqui na terra, isto sim é razoável. Não é bem a idéia de ser um herói, mas sim a de ser um indivíduo que não perdeu tempo, não marcou bobeira, não deixou passar batido a sua vida.
Fazer o que importa é primordial, porque a vida vai passar de uma forma tão rápida que a hora que você menos esperar, ela já se foi e você ficou no vácuo e nada fez de relevante e, quando for argüido pelos outros, acerca do que fez de importante, se sentirá frustrado de mencionar o que realizou com seus 50, 60 ou 70 anos de vida, até porque investiu sua carreira em coisas passageiras, que não lhe renderam nem sequer um bom histórico de vida e, por conta disto, ficou cheio de frustrações, pronunciando pelos cantos a célebre frase: há se eu tivesse meus 18 anos!
Renato
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